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Júlio Pomar
Nasceu em Lisboa em 1926. O seu percurso académico deu-se na Escola de Artes Decorativas António Arroio e Escolas de Belas Artes de Lisboa e Porto. Foi nesta última escola que tomou contacto e integrou o movimento neo-realista, cujos princípios defendeu na imprensa da época de forma polémica.
Data de 1942 a sua primeira exposição colectiva, assim como a sua aparição no panorama artístico.
A partir de 1947, Júlio Pomar começou progressivamente a afastar-se dos preceitos pictóricos do neo-realismo, abstratizando fundos ou sintetizando formas, como aconteceu com O Almoço do Trolha, desse mesmo ano. Em 1953 idealiza e participa, com outros artistas e escritores, o Ciclo do Arroz, que teve por intuito a presença de artistas de várias áreas nos arrozais do Ribatejo como forma de absorver o meio vivencial dos trabalhadores e de lá retirar temas e inspirações para as suas obras.
Em 1963 o pintor emigrou para Paris, onde actualmente reside, o que lhe possibilitou o contacto com novas realidades e perspectivas artísticas inacessíveis a Portugal. Datam desta época as séries das Tauramaquias e Les Courses, entre outras, das quais se depreende uma reflexão sobre a relação do artista com a sua obra.
Seguiram-se variadas séries, às quais o pintor atribuiu temáticas, nomeadamente a série das colagens eróticas, dos mitos fundadores da Europa, Portugal ou Brasil, do circo, dos tigres assim como as séries dedicadas a personalidades do contexto literário português ou estrangeiro ou as que se inspirou em obras e contos literários, como por exemplo La Chasse au Snark, de Lewis Carroll, já da década de 90.
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