José de Guimarães


José de Guimarães

José Maria Fernandes Marques nasceu a 25 de Novembro de 1939, na cidade de Guimarães, onde viveu até 1957. Em 1958, já em Lisboa, iniciou os estudos no âmbito da pintura e do desenho com Teresa de Sousa e Gil Teixeira Lopes.

José Guimarães licenciou-se em Engenharia no ano de 1975.
Estudou pintura com Teresa de Sousa, desenho com Gil Teixeira Lopes e gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses.

É considerado um dos principais artistas plásticos portugueses de Arte Contemporânea. Com uma obra notável, particularmente na pintura, fez também incursões na escultura e noutras actividades criativas a nível estético, quer nacional, quer internacionalmente.
Na sua obra, a cor desempenha um papel fundamental e a sua temática principal é o corpo humano.

Um dos mais galardoados estetas portugueses, José de Guimarães encontra-se representado em museus e colecções públicas espalhados por todo o Mundo.
Frequentou os cursos de gravura da Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses onde conheceu Hogan, Júlio Pomar, Almada Negreiros, Bartolomeu Cid, entre outros.
Partiu para Paris em 1961, altura em que tomou contacto com a pintura fauve, que o acabará por influenciar no futuro. Foi neste ano que adoptou o pseudónimo de José de Guimarães, em homenagem à sua terra natal. No ano seguinte viajou para Itália, onde teve oportunidade de ver os frescos de Miguel Ângelo e as pinturas de Morandi e Giorgio de Chirico.

Após mais um ano de estadia em Paris, visitou Munique e encontrou Klee, Kandinsky, a Bauhaus e a Die Bruecke.

Em 1967, em África, integrou uma comissão de serviço militar em Angola. Aí, interessou-se pela arte negra e iniciou a sua incursão no mundo das colagens. Ainda em Luanda, publicou o Manifesto aos pintores inconformistas - Arte Perturbadora - onde afirmará Aproximem-se da vida e usem as matérias do nosso tempo. Dai beleza ao aço, ao alumínio, ao betão e ao plástico.

Regressou a Portugal em 1974 e em 1980 começou a esculpir. Nestas viagens e influências da arte do século XX está o âmago da arte de José de Guimarães, que continuou sempre a busca por novas realidades artísticas. Neste âmbito, realizou ainda viagens ao Japão, China, México ou Tunísia. De todos recolheu dados e perspectivas importantes que trespassam nas suas obras.


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