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Cruzeiro Seixas
Nasceu em 1920, na Amadora. No seu percurso artístico, conta com uma fase expressionista, neo-realista e a partir de 1948 - quando tomou parte da actividade dos surrealistas Mário Cesariny, Carlos Calvet, António Maria Lisboa ou Mário Henrique Leiria - com uma via surrealista que não mais abandonará. É autor de um vasto trabalho no campo do desenho e pintura, mas também da poesia e escultura (objectos).
Em 1952 foi viver para Angola, onde realizou várias exposições individuais e projectos na àrea da museologia. Partiu em 1964, fugindo da guerra colonial que se vivia e decidiu empreender uma viagem pela Europa.
Cruzeiro Seixas é, hoje, considerado um dos precursores portugueses do surrealismo fantástico, inspirado em De Chirico. As suas obras caracterizam-se pela conjugação entre personagens híbridas e subvertidas, assentes em planos de profundidade que seguem regras de perspectiva, luz e sombra próximos da representação da realidade. Do surrealismo proposto por Breton, interessou-lhe sobretudo a liberdade de criação: "Direi ainda quanto me admiro de que as pessoas se manifestem diante do ilógico de uma pintura surrealista, e se mostrem passivas diante do ilógico que lhes é imposto no dia a dia" (Cruzeiro Seixas em entrevista).
Encontra-se representado em diversas colecções privadas e em instituições como o Museu do Chiado (Lisboa), Centro de Arte Moderna da Fundação Caloust Gulbenkian, Biblioteca Nacional, Biblioteca de Tomar, Fundação Cupertino de Miranda (V. N. de Famalicão), Museu Machado de Castro (Coimbra), Fundação António Prates, (Ponte de Sor), Fundación Eugenio Granell (Galiza), ou o Museu de Castelo Branco.
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